Comércio Exterior

Exportações caem mas balança fecha semestre com superávit de US$ 24 milhões

As exportações do Rio Grande do Norte voltaram a cair em junho, 56,3%, enquanto as importações apresentaram alta de 9,9%, contribuindo para o saldo da balança comercial fechar o mês negativo. No primeiro semestre, no entanto, a balança acumula um superávit de US$ 24 milhões

Natal - Pelo segundo mês consecutivo, as exportações do Rio Grande do Norte registraram queda. Em junho, o envio de mercadorias para o mercado internacional caiu 56,3% em relação ao mês anterior e, por outro lado, as importações aumentaram 9,9% em comparação com maio de 2021. Por isso, o saldo da balança comercial potiguar no mês ficou deficitário em mais de US$ 2,9 milhões. Ainda assim, desempenho do comércio exterior do estado foi positivo no primeiro semestre de 2021. O saldo da balança nos primeiros meses do ano foi de US$ 24,1 milhões. Esse volume, no entanto, é 53% menor que o verificado no primeiro semestre de 2020, quando o saldo da balança foi de US$ 51,4 milhões.

Os dados sobre a venda de mercadorias potiguares no mercado internacional estão na edição de julho do Boletim da Balança Comercial do RN, divulgado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (19). O informativo é mensal e traz a evolução dos principais resultados, envolvendo as importações e as exportações do estado. O boletim está disponível para consulta e download no portal da instituição (www.rn.sebrae.com.br

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No sexto mês do ano, foram negociados US$ 14,2 milhões referentes às exportações, volume que é 56,3% menor que o registrado em maio deste ano, quando o RN enviou mais de US$ 32,6 milhões em produtos para o o exterior. Os melões frescos não entraram na lista de produtos mais relevantes do mês. Os fígados, ovas e gônadas assumiram a liderança do ranking do mês com um total de pouco mais de US$ 2 milhões. Os produtos de origem animal entraram na segunda colocação com um volume vendido de US$ 1,2 milhão, seguidos dos tecidos de algodão, com uma negociação de US$1,1 milhão. A maior parte desses produtos foi para os Estados Unidos, cujo volume foi de US$ 5,3 milhões, Peru, China e Holanda. De janeiro a junho, o Rio Grande do Norte somou US$ 182,8 milhões em exportações, valor que é 36,4% maior que o visto no primeiro semestre do ano passado.

Já o volume das importações de junho superou o das exportações e chegou a US$ 24,1 milhões negociados no mês. Esse total é 9,9 % maior que o importado pelo Estado em maio, quando o Rio Grande do Norte comprou em mercadorias estrangeiras US$ 21,9 milhões. O fato de as importações crescerem a ponto de superar as exportações em quase US$ 10 milhões no sexto mês do ano deixou a balança comercial desfavorável em junho, com um déficit de US$ 9,8 milhões.

Os trigos continuam na liderança das importações com um volume de US$ 7,9 milhões, vindos principalmente do Uruguai. O segundo item mais importado foram as torres de ferro ou aço (US$ 4,1 milhões), seguidas dos fios de algodão (pouco mais de US$ 1 milhão). A Argentina continua sendo a principal parceira comercial do RN. Somente no mês passado, o estado adquiriu o equivale a US$ 8,5 milhões em produtos do país vizinho, devido às torres usadas em parques eólicos. Depois vem o Uruguai em função do trigo. A China aparece na terceira posição. O total acumulado em importações no primeiro semestre é US$158,6 milhões – 92% a mais que o negociado no mesmo intervalo do ano passado, quando as importações somaram US$ 82,6 milhões.