No Vale do Açu

Cajás e cajaranas ascendem de quintais para as agroindústrias

A produção de frutas em escala comercial ajuda a elevar o Vale do Açu à condição de região mais produtora do gênero no estado

Produtor Jailton Xavier da Silva e as frutas, que, dos quintais, ganharam a agroindústriaApodi - O forte apelo agroindustrial de frutas do gênero Spondias, como umbu-cajá, cajá e cajarana, está despertando o interesse e transformando a vida de pequenos produtores do Rio Grande do Norte. A produção de frutas em escala comercial também ajuda a elevar o Vale do Açu à condição de região mais produtora do gênero no estado. Presente em praticamente todos os quintais de comunidades rurais, as árvores começam a deixar de ser apenas sinônimo de sombra para se transformar em negócio viável e fonte de renda.

Jailton Xavier da Silva é produtor na comunidade de Linda Flor, zona rural de Assú e comercializa cerca de 15 mil caixas de cajarana ao ano e fornece para mercados como Fortaleza (CE), Natal, Recife (PE), João Pessoa (PB) e Campina Grande (PB). “Eu nunca imaginei estar aonde estou. A cajarana transformou minha vida completamente. Lembro que antes a fruta virava lama no chão e não era aproveitada. Hoje, além da fruta in natura, produzimos polpa que são vendidas em vários municípios”, explica.

Pesquisador Francisco Xavier de Souza mostra potencial das SpondiasCada caixa com 25 quilos é vendida em média por 80 reais. Além do plantio próprio, Jailton compra a produção de vizinhos para abastecer os mercados consumidores. “Antes eu não imagina ter uma renda como a que tenho hoje, graças às frutas”, lembra. A experiência bem sucedida de Jailton foi apresentada no IV Seminário de Fruticultura do Médio Oeste, realizado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte na sede do Instituto de Educação Federal (IFRN) de Apodi, instituição parceira na realização do evento, que teve início no último dia 6 e segue até esta sexta-feira (8).

Para o pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, Francisco Xavier de Souza, que ministrou palestra Cultivo de Spondias, o valor comercial das frutas aliado às inúmeras variedades de produtos obtidas a partir do processamento favorece a adesão ao cultivo.

“As Spondias são frutos altamente nutritivos, de fácil demanda comercial e que possui um valor comercial muito atrativo e rentável, pois, além de in natura,  servem para a indústria sorveteira, de polpa e geleias. O fato é que, se os pequenos produtores se organizarem em torno do cultivo estarão de posse de uma fonte de renda muito viável dentro da fruticultura”, frisa.

Em sua quarta edição, o Seminário de Fruticultura do Médio Oeste aponta potencialidades de cultivos para a região do Semiárido, além de alternativas para o fortalecimento de culturas já exploradas. 

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