Petróleo & Gás

Fórum destaca potencial do onshore para pequenos negócios no RN  

Sebrae anuncia no VI Fórum Onshore Potiguar parceria com a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) para se aproximar de empresas do setor de produção em terra.  

Mossoró - A abertura do mercado de petróleo e gás ao capital privado no Rio Grande do Norte, decorrente da mudança de foco da Petrobras, já gera resultados para empresas que apostam nesse novo momento do onshore (produção e exploração em terra). Empresas como a Potiguar E&P já aumentaram a produção em 70% em campo recentemente comprado da Petrobras. Tal cenário também oferece oportunidades para micro e pequenas empresas, conforme observado no VI Fórum Onshore Potiguar, realizado nesta quinta-feira (25), em Mossoró. 

Para favorecer a inserção de pequenos negócios no novo mercado do petróleo e gás, o Sebrae apresentou, no evento, um leque de ações em prol da geração de novos negócios. Entre elas, está a parceria com a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP). A organização já congrega seis das 11 empresas operadoras atuantes em produção no Rio Grande do Norte. A novidade foi anunciada no VI Fórum Onshore Potiguar pela analista técnica, Juliana Borges, da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional. 

A recém aprovada parceria, segundo Juliana Borges, será detalhada na Mesa Reate em Sergipe, em dezembro – mais uma rodada estadual do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate 2020). “No entanto, adianto essa novidade para ilustrar o interesse do Sebrae na participação dos pequenos negócios nesse novo momento do mercado”, explica Juliana Borges, no painel “Demandas e ofertas estratégicas para o mercado onshore”. 

A analista técnica do Sebrae vislumbra mais oportunidades para as micro e pequenas empresas, com a presença do capital privado no mercado. “Antes, com a demanda focada na Petrobras, o pequeno negócio funcionava como fornecedor de produtos e serviços na terceira camada. Agora, pode-se crescer nessa escala, com a presença de mais empresas e diversificação do mercado”, diz Juliana.  

Nas últimas duas décadas, segundo ela, já são R$ 247 milhões investidos; 301 mil pequenos negócios atendidos; R$ 8,3 bilhões em negócios gerados; 281 grandes empresas parcerias, 419 projetos em 25 unidades federativas. “Para cada real investido, são R$ 33 reais gerados em negócios, com melhoria de desempenho e ganhos de competitividade”, acrescenta. 

Mossoró Oil & Gas 

Durante a abertura do VI Fórum Onshore Potiguar, o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto, reitera compromisso com a inserção da pequena empresa no negócio do petróleo. “É uma bandeira que empunhamos há mais de vinte anos”, lembra. Melo ressalta o otimismo do setor e o protagonismo de Mossoró, Capital do Onshore Potiguar, conforme a lei 1.123, sancionada no Fórum. “Aproveito para já fazer o convite para o Mossoró Oil & Gas, em maio”, convida.

A edição 2022 do evento foi lançada no VI Fórum Onshore Potiguar, realizado em parceria do Sebrae-RN com a Redepetro RN e que reuniu especialistas, membros da cadeia produtiva de petróleo e gás, poder público, empresas e outros atores. Discutiu temáticas de maior impacto no setor de petróleo e gás, com abordagens voltadas a perspectivas favoráveis no onshore no Brasil e no Rio Grande do Norte. 

Dentre os dados positivos, está o desempenho de operadores independentes. Segundo a ABPIP, as empresas são geradoras de expressiva receita de royalties e de empregos. “Vemos que a realidade de Mossoró, nossa querida capital do Onshore, é de pleno emprego para trabalhadores do setor de petróleo e gás que são contribuições importantes para o estado que nenhum outro segmento do setor de energia faz”, diz o secretário geral da associação, Anabal Santos Júnior. 

Conforme o Painel Dinâmico da Associação Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os associados da ABPIP produziram juntos 15.630,00 barris de óleo equivalentes boe/d na Bacia Potiguar, em setembro deste ano, o que representa cerca de 42% da produção total do estado desse mês.  

“O recorte das iniciativas e ações de nossas associadas demonstra os esforços e investimentos que essas empresas independentes estão realizando no estado para operar os campos maduros desinvestidos pela Petrobras, a fim de aumentar o volume de produção de petróleo e gás natural e estender a vida útil desses campos”, comentou Santos Junior. 

Como resultado para o Estado, somente dos associados da ABPIP, houve um recolhimento de royalties de cerca de R$ 181 milhões em 2021, até o mês de setembro. Além disso, foi realizado o pagamento de participação aos proprietários da ordem de R$ 17,5 milhões, considerando o mesmo período, o que corrobora a importância da atividade dessas empresas para a construção de um novo ciclo de desenvolvimento regional com geração de emprego e renda decorrentes dessas atividades.