Trabalho

Microempresas seguram o saldo de empregos no Rio Grande do Norte

No primeiro mês do ano, empresas de todos os portes demitiram mais que contrataram, com exceção das microempresas. Esse segmento gerou 288 novas vagas no mês no estado.

O número de contratações foi maior que as demissões no setor de serviçoNatal – O saldo de empregos com carteira assinada no Rio Grande do Norte em janeiro foi negativo. O estado perdeu 1.359 postos de trabalho, resultado 13.453 demissões contra apenas 12.094 contratações no mês. Esse quantitativo representa um aumento de aumento de 112,7% comparado ao saldo de empregos em janeiro do ano passado. As microempresas foram as únicas em que a dinâmica foi favorável e as admissões maiores que os desligamentos, evitando uma perda maior. O segmento gerou 288 novas vagas em janeiro.

Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, e constam no Boletim dos Pequenos Negócios, cuja 42ª edição foi divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Sebrae no Rio Grande do Norte. A publicação foi renovada, com conteúdo ampliado, e faz mensalmente uma análise dos principais indicadores da economia do estado e que pode influenciar as empresas de pequeno porte. O comportamento do mercado de trabalho formal é apenas um dos indicadores abordados. O informativo pode ser conferido na íntegra no portal www.rn.sebrae.com.br/, na seção ‘Estudos e Pesquisas’.

De acordo com o boletim, o saldo de empregos nas pequenas empresas foi negativo em 563 vagas, enquanto nas médias e grandes empresas as perdas foram de 954 e 130 vagas respectivamente. “Isso revela a importância das microempresas para a nossa economia. Ao longo dos últimos meses, temos verificado que as empresas desse porte, ou seja, aquelas menores, são as que mais têm contratado e empregado no estado. Por isso, precisamos de um ambiente que contribua para o fortalecimento e desenvolvimento dessas empresas, as quais o Sebrae tem dado suporte e apoio”, analisa o diretor superintendente do Sebrae-RN, José Ferreira de Melo Neto, o Zeca Melo.

As baixas foram maiores nos setores agropecuário e do comércio, que demitiram mais que contrataram, finalizando com perdas de 1.098 e 1.017 vagas respectivamente. As empresas do ramo de serviço foram as únicas com desempenho positivo, encerrando o mês com um saldo de 1.059 novos empregos.

Essa massa de demissões foi verificada em praticamente todo o Nordeste. Excluindo a Bahia, que fechou janeiro com um saldo de 1211 novas vagas, todos os demais estados tiveram saldo de empregos celetistas negativo. Entre eles, o Rio Grande do Norte foi o estado que teve o menor saldo negativo. Somente no estado vizinho, a Paraíba, a quantidade de postos de trabalho perdidos ultrapassou a casa dos 7 mil. O mesmo ocorreu em Pernambuco.

Nacionalmente, o cenário é semelhante ao do estado. Os pequenos negócios continuam sustentando o nível de empregos no país. De acordo com pesquisas realizadas pelo Sebrae Nacional, as micro e pequenas empresas foram as principais responsáveis pela manutenção do nível de emprego no Brasil nos dois primeiros meses de 2019, a exemplo do que já havia acontecido ao longo de todo o ano passado. O desempenho do setor de serviços continua sendo o destaque.

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