Impacto Social

Solução produtiva para águas salinizadas vence o Social Hack

A competição promovida pelo Sebrae foi vencida pelos alunos da Ufersa, que apontam como solução a criação de tilápia vermelha geneticamente adaptada para viver em poços de água salina.

Projeto quer utilizar tilápia vermelha adaptada geneticamente a águas salinasParnamirim – Algumas regiões do Rio Grande do Norte enfrentam o problema de água salina em poços perfurados, principalmente a região Oeste, que têm alta concentração de poços fora de atividade. Uma saída para a reutilização desses equipamento seria a criação de peixes e outros produtos da aquicultura nesses locais como forma de gerar renda para pequenos produtores e aumentar a produção de alimentos e de renda em zonas improdutivas.

A ideia veio de um grupo de estudantes do campus da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) em Mossoró e foi a vencedora do Social Hack, uma competição no estilo hackthon voltada para identificar soluções problemas socioambientais. O Social Hack foi promovido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, nos dias 14 e 15, no Espaço Terroir, durante a 57ª Festa do Boi, que acontece no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim.

Equipe da Ufersa ficou em primeiro lugar no Social HackOs estudantes mossoroenses Aline Gabrielle, André Ferreira, Cayky Lopes, Janaína Honória e Nilgleane pensaram nessa possibilidade e conquistaram o primeiro lugar da maratona de ideia de negócios inovadores voltados para soluções para desafios ambientais e sociais.

“Temos a ideia de fazer algo integrado com criação nesse módulo produtivo. Apesar de não haver floradas, há a possibilidade de fazermos ração com uma espécie de algas, fixando a colmeia no semiárido e aproveitando o potencial dessa água salina numa região do semiárido improdutiva”, explica Aline Gabrielle, uma das integrantes da equipe vencedora.

Competição reuniu 55 universitários de 11 instituições Segundo ela, a espécie que deverá ser trabalhada nos poços é a tilápia vermelha, que já foi objeto de estudo de mestrado de Aline Gabrielle em relação à adaptação do peixe à água salina, engorda e sobrevivência, através de reprodução de várias linhagens dessa espécie. “Obtivemos uma excelente tilápia vermelha, inclusive com uma melhor cor, que é um atrativo para os consumidores, e de ótima adaptação à águas salinas”. O projetor leva o nome ‘Ser Tão Mar’ e visa também dar uma alternativa para evitar o êxodo do sertão.

Mais vencedores

O segundo lugar do Social Hack ficou com a equipe formada pelos estudantes Hugo Carneiro, Larissa Ferreira, Mário Dantas, Nathália Loureiro e Victor Leite, que são do campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) em São Gonçalo do Amarante. O grupo criou o projeto Nutrivida para o da solução oferecer a crianças de baixa renda alimentos nutritivos por um baixo valor, proporcionando uma melhor qualidade de vida e diminuindo as despesas com serviço de saúde.

O segundo lugar foi para a equipe do IFRN de S. Gonçalo do AmaranteA proposta é a utilização das partes rejeitadas do camarão (casca, cabeça e cauda) que são basicamente 40% do produto, passando elas por um processo de cozimento, desidratação e moagem transformando num produto final em algo parecido com uma farinha com vários nutrientes e alto índice de proteína.

“Esse alimento é capaz de prevenir doenças cardiovasculares e hipertensão, além de ter benefícios nutricionais, como vitamina B e Ômega 3. A farinha também pode ser usada para fabricação de outros alimentos, como pães, altamente nutritivos para fornecimento para o governo inserir na merenda escolar e comercialização em uma panificadora especializada”, explica Hugo Carneiro.

A terceiro lugar foi para os alunos da Anhanguera de Currais NovosAntônio Joalison Santos, Geovana Keylla Freire, Gisele Ferreira, Maria de Fatima Santos e Thallys Gleydson Lourenço ficaram em terceiro lugar por idealizarem o projeto Vila Móvel Materna-Infantil, uma clínica móvel para atendimento médico de mulheres e crianças.

O projeto é baseado em três objetivos: oferecer uma opção segura e acessível de consultas médicas com um custo menor, dar oportunidade aos recém-formados de aplicar os conhecimentos obtidos e ganho de experiência, e assim melhorar a saúde das mulheres e de crianças de cidades do interior. Os estudantes são do campus a Anhanguera em Currais Novos.

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